quinta-feira, 17 de abril de 2025

Relacionamentos na Atualidade: Entre a Pressa e a Superficialidade, o Valor de se Conectar de Verdade

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Por psicólogo Daniel Nascimento CRP 03/32350.

  Vivemos em um tempo em que tudo é rápido: mensagens instantâneas, respostas automáticas, sentimentos confusos. As relações humanas, nesse cenário, acabam muitas vezes seguindo esse mesmo ritmo: intensas, mas passageiras; profundas na aparência, mas frágeis na essência. A importância de um bom relacionamento — seja amoroso, familiar, de amizade ou profissional — nunca foi tão discutida e, ao mesmo tempo, tão desafiadora de se manter. Do ponto de vista da DBT (Terapia Comportamental Dialética), um bom relacionamento não se constrói apenas com palavras bonitas ou camadas momentâneas. Ele exige habilidades: de escuta, de validação, de assertividade emocional e, acima de tudo, de regulação emocional. Muitas das dificuldades nos vínculos têm origem atual em comportamentos impulsivos, expectativas irais e baixa tolerância ao desconforto emocional. É nesse ponto que o mindfulness — ou atenção plena — surge como um recurso essencial. A prática constante do mindfulness nos ajuda a estar presentes nas interações, a observar nossos sentimentos e pensamentos sem julgá-los, e a escolher como agir diante de conflitos, sem reagir automaticamente. Quando escutamos alguém com atenção plena, estamos realmente ali. E quando nos percebemos emocionalmente ativados, conseguimos dar um passo para trás, respirar, e responder de forma mais sábia e respeitosa. A psicoterapia, nesse contexto, é um espaço de construção. Ela oferece ao paciente não apenas um local de escuta e acolhimento, mas também de treino de habilidades para melhorar a qualidade de seus relacionamentos. Na DBT, por exemplo, temos módulos específicos para as relações interpessoais, que ensinam desde como pedir algo de forma eficaz até como manter o autorrespeito diante de situações difíceis. Em resumo, cultivar bons relacionamentos é um processo ativo. Exige presença, escuta, empatia, limites e coragem para se vulnerabilizar. E embora isso não seja simples, é possível aprender — e a psicoterapia é uma grande aliada nesse caminho. Em um mundo onde tudo passa rápido, seja alguém que construa vínculos verdadeiros é um ato de resistência e, acima de tudo, de saúde emocional.

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