sábado, 19 de abril de 2025

Falso Self nas Redes Sociais: Quando a Busca por Aceitação Silencia o Verdadeiro Eu

psicoterapia





Por Daniel Nascimento – Psicólogo e Psicanalista


Vivemos em um tempo onde a exposição digital se tornou parte da rotina. Uma selfie aqui, uma frase de efeito ali, e a notificação de um like muitas vezes é interpretada como um sinal de aceitação. Mas será que estamos sendo autênticos ou apenas tentando agradar?


O psicanalista britânico Donald Winnicott nos oferece um conceito essencial para compreender essa dinâmica: o “falso self”. Trata-se de uma espécie de máscara emocional que construímos ao longo da vida para atender às expectativas do outro — seja da família, da sociedade ou, atualmente, das redes sociais.


A armadilha da performance digital


Nas redes, muitas pessoas se mostram constantemente felizes, produtivas, confiantes. Mas por trás dessa imagem idealizada, há, muitas vezes, um sujeito exausto, inseguro e solitário. Essa desconexão entre o que se sente e o que se mostra é o terreno fértil onde o falso self se desenvolve.


O problema é que, ao sustentar essa performance, perdemos o contato com o que Winnicott chamava de “verdadeiro self” — aquela parte espontânea, criativa e genuína que só floresce quando nos sentimos emocionalmente seguros e aceitos como somos.


A autenticidade como caminho de saúde mental


Romper com o falso self é um processo delicado, mas necessário. Exige coragem para se mostrar imperfeito, vulnerável e real — ainda que isso não gere curtidas ou aprovação imediata. Na psicanálise, essa jornada de retorno ao verdadeiro self é um dos caminhos mais profundos de reconexão consigo mesmo e de cuidado com a saúde mental.


A busca por pertencimento é legítima, mas ela não precisa custar a nossa essência.





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Daniel Nascimento | Psicólogo Clínico | CRP 03/32350

Atendimento online e presencial.



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