Por Daniel Nascimento - Psicólogo CRP 03/32350
Falar sobre saúde mental no ambiente de trabalho é reconhecer que o bem-estar emocional dos trabalhadores influencia diretamente na produtividade, nas relações interpessoais e na qualidade de vida. Em um cenário cada vez mais exigente, competitivo e marcado por incertezas, cuidar da mente deixou de ser um luxo e passou a ser uma necessidade.
Jornadas excessivas, metas inalcançáveis, assédio moral e ambientes tóxicos são alguns dos fatores que comprometem a saúde psicológica dos colaboradores. Ansiedade, depressão, burnout e outras doenças emocionais têm se tornado comuns nos relatos clínicos, impactando tanto o desempenho profissional quanto a vida pessoal.
Por outro lado, empresas que priorizam a saúde mental colhem frutos como maior engajamento, menos afastamentos e um clima organizacional mais saudável. Isso inclui oferecer espaços de escuta, garantir pausas adequadas, promover ações de bem-estar e incentivar o autocuidado. O investimento em saúde mental não deve ser visto como custo, mas como estratégia.
É fundamental também que cada trabalhador aprenda a reconhecer seus limites, valorize seu tempo de descanso e busque apoio profissional sempre que necessário. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um direito, não um privilégio.
A promoção da saúde mental no trabalho é uma via de mão dupla. Exige responsabilidade das instituições, mas também consciência dos indivíduos. É hora de normalizar o cuidado psicológico e romper o silêncio que ainda existe sobre o sofrimento psíquico no mundo corporativo.

